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Planos é a nona edição de Vidro (Comics).

SinopseEditar

Nem todas as partidas são vencidas por número e nem todas as guerras são ganhas pelo poder. Eles tem algo que pode salvar essa realidade. A partida começou, cada lado possui algo desejado e somente um poderá vencer.

HistóriaEditar

As gotas dentre as poças de água que se manchavam cada vez com o sangue que eu derramava à medida que um combate sob a luz do luar se desenrolava, nenhum sangue era de meu corpo.  Uma face se derramava em direção ao solo frio dessa noite enquanto recebia uma brutal joelhada minha.

Já havia começado a chuva e aos poucos minha roupa se torna molhada e meu cabelo escuro encharcado do líquido que vinha do céu de poucas estrelas, de pouca luz presente.  Posso ouvir os gritos de guerra enquanto os homens avançam contra mim, em linha reta e sem nenhum calculo real na cabeça deles. Sempre é tão simples.  Meus punhos atacavam como se aquela ação fosse automática e aos poucos manchas de um vermelho vivo se formavam ao redor de minhas mãos.

Ouço o baque deles caído sobre minha frente e seu sangue se unido à água que governava naquele local, eu posso ouvir gemidos de dor, uma dor que não é nada comparado com o que suas vitimas sentiram.

- Para trás, garoto! – Gritava o ultimo deles em pé, era um jovem de no Maximo vinte anos, posso dizer por suas roupas que era rico, teve chance nessa sociedade e falhou, todos os humanos falharam com esse mundo e os farei pagar.

Ele suava, devia está sobre o efeito de drogas, sua visão não estava 100% porém o mesmo ainda iria atirar pelo ângulo o disparo era planejado para acertar meu coração. Uma estrela metálica acertou seu pescoço mesmo antes de conseguir completar sua ação. Nem mesmo a chuva que havia se tornada densa muito rapidamente conseguiu ocultar o sangue jorrando para baixo enquanto o corpo jovem caia perante o solo molhado.

O barulho gritante e agudo fazia seu caminho até minha audição, à batida de suas assas eram tão poderosa que eu poderia ouvir perfeitamente, apesar de nossa considerável distância.  Ele está fugindo, o meu alvo estava voando sobre a noite, lutando para não ser capturado, batalhando por seus últimos segundos de vida. Como sempre é o esperado, ele perdeu a guerra antes de mesmo começa – La.

Bastou o meu dedo pressionado no Butão vermelho do detonador para iniciar as explosões. Tanto as construções que estavam em meu campo de visão quanto as que não estavam começaram a ruir e cair. Mais uma mancha no caos que Gotham City se tornou. O eco de dor invadindo meus sentidos foi o suficiente para eu saber que meu plano funcionou.

Perante a cortina de fumaça que surgiu após todas essas ações, eu reflito sobre minha estratégia. Eu havia localizado todas as bases do Morcego-Humano, não foi difícil descobrir o padrão de locomoção de este ser.  A única coisa que fiz foi antecipar onde ele estaria nesse dia, colocar explosivos em um raio extenso e força – ló a ter que sair de sua toca, sobrando assim só a parte final para ser executada.

Agora, eu podia notar os gemidos saídos de sua boca ferida, todo o seu corpo se encontrava soterrado de destroços. Ele tentava sair, porém, não iria conseguir. Minha arma estava sobre sua cabeça e um disparo foi mais do que necessário para terminar isso.

Lâmpadas que oscilam entre clareza e escuridão completa. Madeiras que regem sob minhas pisadas nesse solo. Armas caídas pelos objetos que possuo em torno de mim, alimentos enchendo a pia que já chegou a seu limite. Barulho de vozes que não descansam. Isso era algumas das palavras que eu usaria para descrever o estado de minha base. Miserável era o lugar que eu morava e nada disso realmente importava. Tirei quase todo o luxo de minha vida quando dei meu primeiro adeus à existência.

As maiorias dos interruptores perderam sua utilidade nessa paisagem. Somente o corredor inicial é abençoado pela presencia de luminosidade oscilante. A obscuridade não é um problema sério para aqueles treinados.  Eu tenho a sensação nítida de está sendo abraçado pelos braços sombrios desse ambiente enquanto caminho para a fonte de brilho final. Telas Holográficas donas de um tom esbranquiçado. 

Confiança foi uma virtude que meu mentor não teve o trabalho de ensinar – me.  Pelo menos essa é a desculpa que digo a mim mesmo enquanto meu olhar é fixo sobre essas dezenas de monitores. Cada um se concentra em monitorar os relatórios, conversas, atos e planos de organizações poderosas e obviamente, os aliados de Batman além do próprio. Acho que de forma um pouco doentia, isto é o mais próximo que cheguei de minha família nesses cinco anos de retorno.

O mapa em escala global ocupa o espaço total do monitor principal. Pontos próximos se distanciam à medida que meus dedos digitavam em uma velocidade crescente. Mensagens em demasia eram enviadas ao seu destino iminente. Olhares viciados contemplavam as fotos que conquistaram seu espaço em meu olhar. Nomes era tudo o que eu precisava para terminar minha tarefa.

Carne tombada perante essas rochas destruídas aonde a morte deixou sua marca na forma de um morcego humano.  O vermelho tem um cheiro, o sangue tem um odor que só pode ser notado para aqueles que são acompanhados por ele com frequência.  Meu nariz é vitima dele nos minutos que se seguem.  Uma voz pode ser capitada vinda de um celular danificado, um homem rasteja pensando que não será traído pela esperança e no fim foi.

O seu terno manchado está prestes a receber uma mancha. Negativo. A arma que está com mira em seu coração não vai tira – ló do conceito de existir.  Posso assisti – ló perdendo a consciência e o resto de ameaça que um dia poderia ter representado para mim.  Luvas pegam o dispositivo móvel e meus lábios traçam palavras que não utilizo há horas.

Eu: Um prazer conhece – La diretora da A.R.G.U.S. Waller. Temos assuntos a discutir. – O relâmpago é o suficiente para mostrar minha face e é mais do que necessário para revelar os corpos adormecidos de oito agentes.

A solidão e corpos sem consciência sempre foram meus acompanhantes noturnos.  Eles ainda não foram alvos da morte que cerca a calada da noite interrupta. Nem mesmo a chuva forte batendo em minha frágil janela tem a capacidade para deter esse silêncio.  Observar o caos da cidade é meu único passa tempo até o encontro chegar. O ambiente silencioso finalmente encontra seu fim.

Os seus lindos lábios prenunciam meu nome, o apelido que geralmente só é usado por essa garota.  Seus cabelos dourados donos de uma forma distinta voam sobre a forte ventania que segue esse local. Machas nascem perante esse solo, demorando mais do devia demorar realmente.  Nenhum de nós queria ter chegado a esse ponto, nada temos coragem de dizer um ao outro. Restando somente a opção de buscar justificas e argumentos para explicar o que estava ocorrendo.

A proximidade é um fato de estranheza a meu ver. Nossos corpos estão numa proximidade além do normal. Separado por nossos braços esticados em direção ao objeto em comum.  Tocar o cristal obscuro aconteceu e serpentes pareciam correr pela extensão de minhas mãos. Barulhos de serpente tomam conta de meus ouvidos, uma música que não conhece seu fim. Isso era uma tentativa de possessão descarada. Uma ação que por sua vez falhou totalmente contra meu treinamento da Casta Superior.

Jessie: Terry, a vingança vai te destruir e eu não quero isso, eu zelo por sua saúde e alegria. Esse caminho só deixará trevas em seu coração.

Essa jovem, eu deveria puxar o detonador em meu casaco e explodir qualquer evidência que eu estivesse aqui.  Eu deveria terminar sua existência e então a equação chegará a seu final. Fraqueza domina meus ossos, covardia é o que assume meus atos. A porta se bate após minha saída repentina e o que resta é somente o eco de minhas palavras finais frutando por este cenário sombrio.

Eu: Você teme o que não controla e não pode me controlar. Uma ameaça de ataque e revelo o nome de todos os seus agentes, Diretora Waller.

Eu sei que os ouvidos fantasmas de Waller captaram o significado dessa luz no céu. Uma Mensagem. Eu não tenho preocupações com os sacrifícios que terei nessa cruzada de vingança. A destruição será só uma das cenas que residiram em meu caminho. A cada passo que deixo revelar estou mais perto do beco de sombras. Aproximando o meu corpo da escuridão. Chegando perante o mal antigo que me aguarda.

Olhar a obscuridade na minha frente tem um efeito de reflexão em mim. Posso ter usado o sistema deles para descobrir o que eu queria, utilizado seus próprios recursos para distanciar suas tropas de campo pelo globo.  Aproveitado – me disso para serem obrigados a enviar agentes de alto escalão para investigar o caso do Morcego-Humano. Usar suas ligações para falar diretamente com a diretora e deixa – La sem saída.  Trocar humanos por um objeto e em seguida ameaça – La com as informações que tenho.

Um plano que eu executei. Uma estratégia necessária para ganhar a guerra. Mesmo com o triufo brilhante em minha frente eu ainda sinto a derrotada olhando – me diretamente. Será que eu á mataria? Essa ideia passou por minha mente.  Eu tiraria o direito de viver de uma inocente com o objetivo de salvar inocentes?

Meus pés vão para frente, ocultados por os barulhos noturnos desse lugar. Como se eu nunca tivesse realmente existido.

PersonagensEditar

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