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Câmera Superior á quinta edição de Vidro (Comics).

SinopseEditar

A luz da antiga ordem não reside mais neste local governado por segredos arcaicos. Terrence tem em seus pés o que pode ser a maior amadilha já feita pela humanidade e também a mais mortal conhecida. Poderia este jovem triunfar antes que seu corpo torne - se uma lembrança apagada pelas eras? 

HistóriaEditar

Era escuro, parece que a escuridão está ficando muito frequente em minha vida. Eu posso ouvir o barulho de ratos ao meu redor, posso ouvir passos de algo maior a minha frente, algo se esconde nas sombras. Os passos começam a aumentar de quantidade, eles estão em todos os lados, eles me cercaram.

Eu não posso dizer quantos são e nem quem são, porém os sons de seus andares vinham de todos os lados, eu posso ouvir o barulho de lâminas batendo no chão como se eles tivessem vindo do solo, como se o solo fosse meu adversário.

Posso ouvir o primeiro se aproximando em minha direção, tudo indicava que ele segurava uma arma branca e a utilizou para tentar golpear – me porém, com todo o meu treinamento lutar as cegas não é um obstáculo. Facilmente desviei do ataque e acertei quem é que fosse um brutal golpe de espadas no que possivelmente era seu rosto.

A próxima coisa que ouvir era um baque de um corpo caindo pesadamente no chão. Continuei andando para frente sem saber aonde seguir, eu estudei bastante sobre esse lugar em meu treinamento e no fim de tudo ainda não consigo me guiar, não consigo achar uma saída deste local.

Não posso dizer se me encontro ainda cercado. Não posso ouvir nada além de ratos que se escondem nessa imensa falta de luz, eu não posso dizer se meus oponentes foram embora ou se continuam aqui, me observando, esperando o momento perfeito para atacar. Pouco posso ver o que se encontra bem na minha frente enquanto ando segurando meu par de espadas douradas, eu não sei quando esse caminho terá fim ou se ele realmente tem um.

Aqui é silencioso depois de tudo, olhando para o solo posso alguns ratos próximos ao meu sapato e de repente eles correram desesperadamente, ou seja, tem perigo se aproximando de mim novamente, como sempre.

Agora eu posso ouvir uma grande quantidade de passos cada vez mais próximos em minha direção. Eu diria que são muitos adversários para enfrentar e estou sem tempo para isso. Cada segundo que perco equivale a um segundo que os Inomináveis ficam sem ser punidos por destruírem os meus mestres.

Começo a correr para frente mesmo sem conseguir ver praticamente nada, se existe uma entrada logicamente existe uma saída. Eles são rápidos, posso ouvir o barulho de coisas se chocando contra o chão cada vez mais próximo de minha carne, eu diria que possivelmente é algo afiado como espadas ou lanças, o objetivo deles é claro: acabar com minha existência, acabar com minha chance de chegar ao mais precioso recurso da Casta Superior.

Meus passos acelerados me ajudam a fugir da ameaça oculta, posso sentir mãos frias tentando segurar meus pés à medida que avanço para frente, mãos geladas como se o corpo dos mesmos não estivesse vivo há muito tempo, como se os corpos dos mesmos não emitissem nenhuma assinatura de calor. De repente minha perna é segurada e caio chocando brutalmente minhas mãos contra o solo.

Posso tocar ossos, posso ver os esqueletos de seres que existiam lá há muito tempo.  O rosnado dos meus perseguidores ainda poderia ser notado e seus passos incansáveis se aproximavam cada vez mais de seu objetivo.

Sou agarrado por um esqueleto que um dia poderia ter sido a vida de alguém, a vida tirada ao entrar na armadilha sem fim que essa câmera é. O que antes possivelmente era um invasor agora estava agarrando meu pescoço com força, uma forma além do normal. Insetos começaram a andar pelo meu corpo, começaram a cobrir o que antes era eu.

Eles andam por toda a minha pele. Cobrindo rapidamente todos os meus membros, de repente eu sou solto e caio perante ao chão que parece está cheio de sangue, um sangue que lá antes não estava, eu poderia sentir o peso em cima de meu corpo aumentando até que uma forma surgiu em minha frente.

Ele pisou em minha barriga criando uma grande pressão sobre mim. Seus olhos eram amarelos e toda sua estrutura parecia ter nascido dos insetos que me cobriam cada vez mais. Esses insetos que parecem entrar na minha pele, consumido – me cada vez mais.

Criatura de Insetos: Você.

Eu: O que é tudo isso?

Criatura: Você.

Ele ficava repetindo essas palavras sem parar, eu já poderia sentir as criaturas entrando por minha boca enquanto esticava meu braço para segurar uma das Espadas Superiores que se encontram ao meu lado, porém, aquilo se tornava cada vez mais complicado à medida que meu corpo era invadido,  a medida que o meu corpo começava a falhar.

O que antes era um adversário se tornou nada com um único golpe de uma lâmina da Casta Superior. Ele simplesmente desapareceu do alcance de meus sentidos como se tivesse deixado de existir ou como se nunca tivesse existido.

Eu estou cansado e só conseguia pensar em continuar em combate, como se fosse minha função primaria. Eu já não calculava o que poderia ser esse local, eu havia me acostumado a ficar na escuridão, a sentir o frio gelado dos ventos daquele local, a sentir o gosto da morte a cada segundo que eu vivia, morte, era isso que no fim eu me resumia.

Ao longo do caminho escadas de pedra apareciam assim como algumas tochas de fogo azul que aumentavam cada vez mais, gradualmente. Eu devia está chegando a algum local.

Finalmente eu havia encontrado uma sala e nessa sala poderia ser encontrada uma porta feita de madeira coberta por uma densa nevoa que logo se espalhou, apagando as fracas tochas de fogo azul de meu campo de visão.

Eu poderia ouvir o som de armas batendo contra paredes, eu poderia ouvir os passos de meus inimigos rosnando em minha direção, com minhas duas Espadas Superiores fechei os olhos e acertei cada um deles, sangue jorrava contra meu rosto e minhas mãos logo ficaram cobertas de liquido vermelho.

Eu poderia ouvir os gritos deles enquanto caiam para sua morte, eu poderia ouvir eles caindo contra o solo e continuarem lá, possivelmente como cadáveres que não tinha mais nenhuma ameaça para mim,mais nenhuma utilidade. Abri os olhos e vi os meus mestres mortos por minhas mãos com uma das armas que eles mesmos forjaram.

Um garoto flutuando coberto de uma energia azul surgiu em minha frente, quase alegre com tudo que estava vendo, esse garoto era o Disciplinador um dos membros mais antigos da ordem e o defensor final desse local.

Disciplinador: Você realmente matou seus mestres, isso foi esperado.

Eu: Eles não eram meus mestres, isso não é real.

Disciplinador: E porque diz isso?

Eu: Se fosse real, o sangue deles iria revelar os poderes máximos das Espadas Superiores e isso logicamente não aconteceu.

Nesse momento Jessie surgiu correndo enquanto segurava sua espada em uma mão, ela parecia feliz em ver que eu achei o caminho e eu também estou feliz que ela tenha sobrevivo a armadilha da antiga ordem.

Disciplinador:  O que você busca, uma espécie de vingança cósmica? Tudo isso que você viu foi de sua mente, tudo isso foi um reflexo do que é você, do que você pode vim se tornar, ainda quer continuar?

Eu: Se for necessário, sim.

Ele indicou com seu dedo a porta, em seguida desapareceu em nossa frente, a sala coberta de nevoa e pedras junto de tochas de um fogo azul místico agora havia recebido uma pessoa a menos, agora só restava o confronto final.

Jessie: Ele poderia ter detido os Inomináveis, Terry.

Eu: Se ele não o fez, significa ou que eles estão mais fortes ou que ele tem outros planos em toda essa guerra, talvez ele sempre teve.

Jessie me encarou por um segundo, um traidor na Casta Superior era uma ideia no mínimo absurda, uma ideia que desapareceu da minha mente assim que passei pela porta junto de minha amiga, assim que eu vivenciei o massacre de Azarath.

PersonagensEditar

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