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A Casta é a quarta edição de Vidro (Comics)

SinopseEditar

A face dos males arcaicos está o encarando e suas maldades transbordando pelas trevas que o rodeiam. O lugar que antes existia cedeu - se para um confronto que ocorre deste á aurora dos tempos. 

HistóriaEditar

Posso sentir o calor do sol batendo em meu rosto, ainda sinto a fraqueza que a tentativa de roubar os meus órgãos deixou de lembrança, ainda posso tocar o chão duro que se encontrava perante minhas mãos. Meu primeiro reflexo natural é olhar em volta, analisar a situação atual aonde eu próprio me encontrava e a resposta era obvia: Supéria, o lar da Casta Superior.

Tem cinco pessoas armadas ao meu redor, não tem sinais de estarem me vigiando especificamente, não a motivo para eu ser vigiado, nesse estado minha eficiência de combate deve ter diminuído consideravelmente, ou seja, eu sou uma ameaça baixa para eles. Se fossem Inomináveis eu já estaria morto. Tirando essas opções, as mais prováveis são: Agentes da A.R.G.U.S. guardando o perímetro.

De repente todos eles começaram a atirar em um volto que surgia escondido entre as muitas arvores do local, eu poderia ver o medo estampado nesses mortais extremamente treinados, eu poderia notar o mal tão puro que vinha do ser oculto, era o Inominável. Um a um todos apareciam caídos no chão e seu útil suspiro sempre era um grito de pavor antes de seu corpo se tornar um cadáver.

Os ataques eram rápidos, eu não tinha tempo para fazer nada, eu estava impotente sobre tudo que acontecia a minha volta. Os males deles eram tão sufocantes. Levantei – me enquanto segurava firme meu par de Espadas Superiores, é minha vez de lutar.

O mal que data da aurora dos tempos se encontrava em minha frente em sua verdadeira forma, feito de sombras tão densas e de uma energia maligna tremenda, sua face não era humana, era feita de uma incontável forma sombria enquanto me encarava com olhos aonde só poderiam existir trevas, ele estava sorrido.

Inominável: Um humano na Casta Superior? Isso não se ver todo dia.

Eu: Inominável.

Ele andou lentamente, tudo a volta dele parecia ser tomado por um ninho de obscuridade que nascia do seu aspecto físico, eu podia ouvir os gritos dos milhares pessoas que ele devia ter matado, eu poderia sofrer a morte de cada uma delas em minha pele, mas, hoje eu não era um garoto que era vitima da mortalidade de todos, eu era um guerreiro da Casta Superior.

Quando ele atacou foi em um piscar de olhos, seu punho em um segundo já estava prestes a se chocar contra a minha cabeça se eu não tivesse recuado para trás á tempo. Ele não parou de avançar saltando para massacrar seu oponente com o próximo ataque.

Defendi o ataque usando minhas espadas como escudo, cada soco tinha uma grande quantidade de força que fazia o minha carne vacilar para trás, porém, as lâminas não se quebravam, se mantinham firmes como se nada pudesse realmente ter algum efeito nas mesmas. Meu adversário avança e por fim é acertado por um golpe único das duas pontas.

Lentamente observo o corpo do mesmo ser reduzido para uma fumaça que se dispara nos ventos de Supéria, como se todo aquele mal nunca tivesse existido.

Jessie estava correndo em direção aonde antes existia uma maldade arcaica, com sua arma em mãos pronta para o combate, em seguida pude ver um desapontamento em seu rosto, aquilo era ilógico, acabei de começar a vingança para a mãe dela e os demais mestres da ordem milenar, não era essa nossa missão?

Jessie: Você os matou.

Eu: Sim.

Jessie: Não podemos matar, eles precisam ser contidos.

Eu: Contidos? Eles são o mal. Todos eles são algo que matou milhares de pessoas, gerou o caos. A Casta Superior fez isso muitas vezes, eu só estou terminando o trabalho.

Jessie: Não use o nome dos discípulos de minha mãe para justificar o que você faz,Terry.  A Casta Superior sempre buscou um acordo para acabar com essa guerra, só matavam em último caso. Destruir eles não o tornará melhor do que aquilo que você destrói.

Eu: Como eles serão contidos?  É uma das maiores forças da atualidade, não existe nenhuma prisão para eles, além disso, não fará falta tirar eles da face do planeta.

Jessie: O mal deles não é culpa deles, o mal deles é algo extramente complexo, não é escolha deles. Se todos são do mal, então me destrua eu sou uma Inominável. Eu não farei falta para você não é mesmo, Terry?

Fico sem resposta, processando aquilo que foi dito. Nós olhamos nos olhos um do outro esperando uma resposta, uma resposta que meus lábios não conseguem prenunciar, uma resposta a qual eu ainda não tomei ciência. Um agente da A.R.G.U.S. surge correndo em nossa direção.

Agente da A.R.G.U.S.: Essência, todos os agentes foram mortos, foi localizado um corpo.

Essência, esse deve ser o nome de minha amiga nessa organização, pelo que sei os agentes de alto nível possuem uma designação de sua escolha. Pouco tempo depois estou próximo da entrada da Câmera Superior, nessa Câmera se guarda o recuso mais importante do grupo agora falecido, se existe um lugar para os inumados iriam, só poderia ser esse.

Eu poderia ver o corpo de minha mestra no chão, morta. É irracional falar com mortos, pois, cientificamente os mesmos não ouvem o que é dito, todos os seus sentidos param de funcionar, entretanto, mesmo assim aproximo – me de seu corpo e começo a falar as palavras que ela nunca irá ouvir, não mais.

Eu: Mestra, foi uma pena ter me expulsado, foi uma pena isso ter acontecido, mas irei vingar todos vocês, eu prometo.

Nesse momento sinto uma mão repousando em meu ombro, olho para cima encontrando o rosto triste da filha de Ducra olhando para o cadáver de sua mãe.

Jessie: A vingança irá destruir você,Terry.

Eu: Já assinei minha sentença de morte há muito tempo.

Jessie tocou os restos mortais de sua mãe, tocou o que antes era a face viva da líder de uma antiga e nobre ordem, ela começou a rezar pela mulher que a colocou no mundo em voz baixa antes de se levantar e retornar sua conversa comigo, agora seus olhos tinham voltado a sua imensa determinação clara, ela não deixaria que sua tristeza a parasse, ela não permitiria que nada a parasse.

Jessie: Um dia, farei essa pergunta de novo, Terry. Mas agora vamos deter os Inomináveis.

Nós entramos pela entrada minutos depois, não existia luz só escuridão, um barulho de algo batendo podia ser ouvido, era a porta, não tínhamos mais como voltar, esse era o momento de enfrentar os causadores de tudo isso.

PersonagensEditar

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